Criança corre risco de morte se não for transferida para hospital que tenha UTI neonatal

Walmir Barros

O drama do casal Jhone Santos e Elisama Santos, cujo filho nasceu prematuro – na 27ª semana de gestação – está sendo acompanhado por meio das redes sociais em um episódio revelador da deficiência crônica da área de saúde da Cidade, em que o único hospital do município não com uma UTI neonatal.

Por conta disso, a vida da criança está em risco e os pais, desesperados, se agarram na fé divina e nas palavras de conforto de amigos, o que ameniza o clima que está gerando  forte comoção em Bertioga.

Izion Santos, nasceu na segunda-feira (27) por volta das 12 horas e, segundo o pai do menino, no hospital estão tentando todos os meios necessários para conseguir a transferência dele para uma unidade médica que tenha o recurso para garantir a vida da criança. “Eu agradeço aos funcionários do hospital e a pediatra, que estão fazendo o possível. Mas, eles mesmos são impotentes diante de tudo. Também lutam contra a falta de condições do hospital”, reconhece Jhone.

Ele disse a reportagem que já estava de malas prontas para se mudar para o Paraná, onde a família da esposa reside. “Lá tem mais recursos e mais condições que aqui”, listou o marido que está desempregado. “Inclusive já tenho um serviço arrumado lá”, contou.

O casal iria se mudar nesta terça-feira (28). Mas, o pequeno Izion “adiou” a mudança dos pais, com seu nascimento na segunda-feira. “Tenho muita fé que o meu filho vai conseguir. Ele é um menino muito forte”, diz, emocionado, o pai.

O que diz a prefeitura

Ao jornal Da hora a Secretaria de Saúde respondeu por meio da Assessoria de Imprensa da prefeitura que “Toda vaga de alta complexidade (por exemplo, necessidade de UTIs adulta, infantil ou neonatal) é regulada pelo Centro de Regulação de ofertas de Serviços de Saúde  da Secretaria da Saúde – CROSS de SP, através da sua Regional – DRS 4 – sediada em Santos. Assim que a criança nasceu, foi feito este pedido de vagas ao CROSS. Pessoalmente, o secretário está se empenhando, assim como toda a regulação de Bertioga e a equipe de Pediatria”.

     

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Comentários

Elisangela

29/03/2017 21:42:45

Há 12 anos atrás, eu tbem tive a minha filha com 27 semanas de gravidez,ela foi transferida para o Sto Amaro,infelizmente adquiriu uma infecção hospitalar e faleceu,ficou viva por 16 dias. E já se passaram 12 anos e ainda nada de uma U.T.I.neo. Muito triste, são tantos investimentos e o mais importante está ficando de lado,nossos pequenos nascem antes do tempo, e temos que lutar para conseguir uma vaga em algum hospital, é de ficar de mãos atadas, com essa realidade.